vinho, ano novo e outras coisas

Tomei a última taça de vinho, que trouxe do Chile, no primeiro dia de 2016. Deu uma sensação que coisas tão boas, a viagem ao Chile e o vinho, acabaram junto com o ano. Eu voltei de viagem há quase um mês, o vinho acabou hoje, e o ano ontem. Tenho usado uma carteira linda e barata que comprei em Santiago, nessas feirinhas de bairro, e tem uma xícara escrita “Chile como te quiero” na minha mesinha do quarto. Mesmo assim, acabou, né.

Ontem, no réveillon,  fiz um jantar gostoso. Comi às 21h, deitei às 23h, adormeci às 23h30, e acordei às 10h30 de 2016. Já gostei mais de viradas de ano. Já idealizei algumas e ainda sonho em fazer um mochilão nessa época. Mas a MAGIA que as pessoas dizem: o branco, as castanhas, a romã, nunca tiveram importância pra mim. O não comer animais que andem pra trás, tipo frango que amo, e usar calcinha de tal cor também nunca fizeram sentido. Porém, crenças são crenças. Eu acredito que o ano é aquilo que a gente faz dele adicionado as surpresas que a vida (Deus) preparou pra o tempo em questão.

O vinho acabou. As histórias e as lembranças, não (!). Muito menos a vontade de voltar, de ficar, de ir… 2015 foi um ano de muitas vontades e algumas delas realizadas. Teve Chile, recomeços e voltas. Eu aprendi na falta, na abundancia, na calma. Ah, a calma! Eu senti calma. Eu peguei a paciência que criei na Irlanda e injetei ela nesse ano. Lutei contra a ansiedade como alguém luta contra um animal feroz. To dos os dias. Teve bons papos, bons amigos, bons drinks, boas descobertas.

Pra esse novo ano, eu espero que o ânimo pra não deixar os sonhos morrerem não falte, mesmo quando o cotidiano apertar e o tempo passar depressa. Que haja também garra pra não deixar o que é verdadeiro ir embora (pessoas, sentimentos, a vida…).  E, principalmente, saúde, não a saúde das dietas, mas aquela que revigora, que dá força e ritmo pra seguir em frente.

Que a paz venha! A paz em casa, nas ruas, a paz verdadeira que excede. A paz que acalma as confusões e ansiedades. Que tenhamos e façamos gentilezas também: no ônibus, na faixa de pedestre, nos táxis. Que o amor vença, que o preconceito acabe e a igualdade seja real mesmo que de pouco a pouco.

Por um 2016 com mais encontros e reencontros prazerosos, sem a obrigação da etiqueta.

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