Folhas de inverno

Era fim de tarde de um dia bom, que prometia trazer um final de semana ótimo.  Ela voou, voou e caiu certeira no lugar incerto, que pareceu certo naquele dia. Ninguém nunca vai dizer, ao certo, qual era a sua origem. Onde estava plantada, quantos dias, meses ou anos de existência. Ela caiu e, possivelmente, apodreceu nos dias seguintes. Talvez um biólogo poderia dizer alguma coisa, no entanto, não havia especialista. Ali, havia duas pessoas comuns vendo o inusitado se tornando assunto e observação por longos dias.

Era fim de noite de um dia comum de uma semana de Agosto. Tinha assunto bom e complicado. Houve perguntas sobre a existência humana e falas pensadas. Diálogos pausados, concordados e perguntados. Ela voou, voou por causa da ventania, caindo em um lugar incerto que, novamente, pareceu certo naquele dia. Era de outra origem, mas deixou ser levada pelo assopro que não se sabe de onde vem e nem para onde vai.

A natureza, que recebeu a ordem, fez ventar e trouxe elas de todas as partes. Umas encantam, outras dizem mais. Dizem tanto e também podem não dizer nada. Não existe conclusão, não existe o depois, certamente, a primeira, nem existe mais. Existe mesmo é este agora que eu as observo no dia a dia. Os tons de verde que sempre amei. A forma com que dançam com o vento, ele, que sempre diz tanto quando aparece.

Eu só quero deixar ventar. Deixar dançar. Deixar sentir. Deixar viver.

Deixar estar.

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